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* primavera: Carré de Cordeiro com Vignole de Funcho, Ervilhas e Alcachofra, Molho de Ervilha e Hortelã, Farofinha de Castanha de Cajú e Cebolinha

A receita abaixo foi elaborada para o especial de primavera do Gastrô (Caderno de Gastronomia da Zero Hora). Bom proveito!!

A RECEITA

fotos: llunkes

para o Vignole

Criado pelos romanos para celebrar a primavera, o vignole é um prato vegetariano que carrega em seu DNA as indiscutíveis marcas da cozinha italiana: o profundo respeito à sazonalidade, a devoção à simplicidade, a ênfase na qualidade dos ingredientes e, acima de tudo, a obcessão pelo sabor.  Não dá outra: o angú só pode ser bom, mesmo! Bom proveito.


(para 4 pessoas)


Óleo de oliva extra-virgem

6 dentes de alho

1 alho porró pequeno, lavado e fatiado finamente

6 fatias de presunto de parma, cortado em tiras

300g de ervilhas frescas

4 fundos de alcachofra, cortados em cubos pequenos, ou lâminas

1 funcho pequeno, cortado em lâminas bem finas

1 colher de sopa de manteiga

Folhas de hortelã, cortadas em tiras bem finas

Sal marinho e pimenta preta a gosto





1.  Coloque o óleo e o alho em uma panela. Leve ao fogo alto e deixe fritar até o alho ficar transparente, porém sem cor. Acrecente o alho porró e o presunto, uma pitada de sal e baixe o fogo ao nível médio. Cozinhe até o alho porró ficar macio. Acrecente as ervilhas, o funcho eum pouco de água e tampe. Deixe cozinhar por uns 20 minutos. Acrescente as alcachofras. Tampe novamente e deixe cozinhar por mais uns 20 minutos. Acrescente mais um pouco de água se for necessário.

 2. Quando todos os vegetais estiverem bem macios, desligue. Coloque a manteiga, o sal, a pimenta preta. Reserve até a hora de servir.




para o molho de ervilhas e limão siciliano 


200 g de ervilhas frescas

meia cebola pequena

2 dentes de alho

1 colher de sopa manteiga ou óleo de oliva

200 ml de fundo de frango, aproximado (ou água)

Raspas de 1 limão siciliano

Sal e pimenta do reino a gosto


1. Cozinhe o alho, a cebola e uma pitada de sal na manteiga em fogo baixo até ficarem macios. Acrescente o fundo de frango e deixe levantar fervura. Acrescente as ervilhas e cozinhe até ficarem macias. Desligue e baixe a temperatura do líquido com as ervilhas o mais rápido possível , isso irá manter a cor verde-viva do molho.

2. Quando fria, bata tudo no liquidificador até obter um líquido viscoso. Se precisar acrescentar mais fundo de frango, faça-o. Tempere com sal e pimenta e reserve.





para  a farofinha de castanha de cajú e cebolinha

40 g de castanha de cajú, triturada até virar uma farinha

4 dentes de alho, laminados

1/2 xícara de farinha de mandioca

porção generosa de óleo de oliva

1 punhado de salsa e de cebolinha

sal marinho e pimenta do reino moída




Coloque, em uma panela, o alho e o óleo. Leve ao fogo e deixe fritar até o alho ficar translúcido. Acrescente a farinha de mandioca e deixe cozinhar até  a farinha ficar levemente tostada. Desligue. Deixe esfriar. Leve todos os ingredientes ao multiprocessador e triture até uma areia verde se formar. Reserve.




para o carré de cordeiro

2 carrés de cordeiro de 300 g cada, limpos

sal marinho e pimenta preta 

mostarda dijon



 Ligue o forno na temperatura de 220 graus. Tempere o cordeiro com sal e pimenta do reino. Leve uma frigideira ( que suporte altas temperaturas do forno) ao fogo . Deixe esquentar e coloque o óleo de oliva. Quando estiver bem quente, doure os carrés. Finalize o cozimento, levando a frigideira com os carrés ao forno por aproximadamente 10 ou 15 minutos. Retire o cordeiro do forno e deixe” descansar” por 5 minutos. 








finalizando  o prato

Enquanto o cordeiro “descansa” de sua aeróbica de alto impacto do forno, leve o molho e o vignole ao fogo para esquentar. Quando quentes, desligue e coloque as raspas de limão no molho juntamente com algumas gotas de limão e a hortelã picada no vignole. Misture bem. Passe um pouco de mostarda na parte superior do carré. Polvilhe com a farofinha. Leve novamente ao forno por uns 2 minutos. Retire.  Corte cada carré do cordeiro ao meio.  Sirva-o com todos os demais componentes. Bom apetite.


***

* os estranguladores do padre










foto:llunkes


Matteo Marino, segundo uma lenda toscana, ao retornar de uma longa peregrinação pela Itália, decidira parar em uma estalagem à beira do caminho para comer algo e descansar. O dono do estabelecimento, ao perceber a presença indesejável do frade cappuccino em seu negócio de reputação duvidosíssima, temera pelo desconforto de seus clientes-de-religiosidade-ligeiramente-apática. Para livrar-se, então, do intruso, o senhor ordenara à sua prestativíssima esposa que criasse, para o rechonchudo visitante, alguma pasta que fosse absolutamente deliciosa, porém, de ingestão inviável. O sacro glutão, segundo o ardiloso plano, sucumbiria ao sufocar-se com as macro pelotas de massa entaladas em sua garganta. As previsões, por sorte, confirmaram-se favoráveis ao patrão e à sua devotada cúmplice, e a harmonia criminosa do recinto fora reestabelecida. Nascia o primeiríssimo strozzapreti (estrangula-padre) da história. Com a propagação da operação bem sucedida , novas criações e versões desse nhoque proliferaram por toda a Itália.





receita: Gnocchi de mandioquinha, recheados com queijo serra da estrela, molho de porcini e beurre noisette
Os inchados strozzapreti da toscana, diferentemente da versão esquálida da Romagna - que têm o formato de, digamos, uma minhoca retorcida -, são feitos de ricotta e espinafre. Na receita abaixo, a mandioquinha e o extraordinário queijo Serra da Estrela entram para substituir os dois ingredientes principais do prato, e são deliciosamente arrematados pelo sedoso molho de porcini. Imperdível! Vamos à receita?

(para 2 pessoas
)
para os nhoques (gnocchi)300 mandioquinha (batata baroa), descascada e cortada em rodelas
1 gema de ovo
60 g de farinha de trigo
4 colheres de sopa de queijo granna padano ou parmesão
sal marinho a gosto
pitada de pimenta caiena ou pimenta preta moída a gosto
pitada de noz moscada
40g queijo serra da estrela ou outro queijo semi-mole, gelado e cortado em 6 pedaços

1.Coloque a mandioquinha em uma panela pequena, cubra com água e leve ao fogo. Deixe ferver até ficar macia. Escorra bem e deixe esfriar. Reserve a água. Coloque a mandioquinha numa forma levemente untada. Leve ao forno em temperatura média para secar ( um passo importantíssimo). Quando estiver bem seca, retire do forno e deixe esfriar por completo.
2. Leve uma panela com água salgada ao fogo. Em um outro recipiente, amasse bem a mandioquina até formar um purê seco. Reserve uma colher de sopa desse purê.
3. Misture o purê frio, a gema, o sal, a pimenta e o grana padano. Acrescente a farinha aos poucos e rapidamente sem mexer demais. A massa ficará razoavelmente seca, mas diferente dos tradicionais nhoque de batata.
4. Moldando os nhoques: retire uma colher de chá da massa. Faça uma bolinha entre as duas palmas da mão. Achate essa bolinha de forma a obter uma moeda grossa. Coloque um pedaço do queijo no centro dessa moeda. Faça uma segunda moeda. Coloque sobre a primeira de forma que o queijo fique encapsulado no centro das duas moedas de massa.
5. Use novamente as palmas das mãos e faça uma única bolinha com ambas as moedas manteno o queijo no centro. (Se a massa estiver muito grudenta, molhe as mãos com água ou um pouco de óleo).
6. Coloque o nhoque recheado direto na água fervente por alguns minutos até ficar totalmente cozido. Enquanto isso vá moldando os outros nhoques e adicionando-os à água enquanto retira os que estão prontos. Resserve-os em um prto levemente untados. Ao finalizar de cozer todos os nhoques (serão 6 peças), baixe o fogo ao mínimo e faça o molho.


para o molho
10 g de cogumelo porcini seco ( ou 150 g de cogumelos frescos, fatiados e salteados no óleo de oliva)
2 dentes de alho sem pele e esmagados
2 colheres de sopa de cebola picada em cubos muito pequenos
óleo de oliva
0,5 xícara de vinho branco seco
4 colheres de sopa de manteiga
salsinha ou ciboullete picados

1.Coloque os cogumelos em uma xícara de água fervente por 15 minutos. Coe. Esprema os cogumelos para retirar o excesso de água. Reserve a água e o cogumelo. Bata a colher de purê de mandioquinha que foi reservada na água do cogumelo de forma a obter um liquido levemente cremoso. Reserve.
2. Em uma panela pequena, coloque o óleo, o alho e a cebola. Leve ao fogo e deixe a cebola e o alho ficarem translúcidos.
3. Acrescente a manteiga e deixe-a dourar ( beurre noisete ). Acrescente o vinho imediatamente e deixe esse reduzir pela metade. Acrescente os cogumelos e o caldo deles batidos com a mandioquinha. Deixe levantar fervura, baixe o fogo ao mínimo.

servindo
1.Retorne os nhoques à água fervente para aquecê-los. Escorra e mergulhe-os no molho. Deixe cozinhar por alguns segundos. Desligue. Sirva 3 unidades em cada prato pequeno e fundo. Coloque o molho sobre os nhoques e salpique com as ervas. Bom apetite !!!

* torre de antipasto















fotos: llunkes



O antepasto, na ordem lógica dos italianos de organizar o seu mundo à mesa, ocupa o primeiríssimo lugar dentro de um ritual gastronômico meticulosamente sistematizado. O primogênito de uma proeminente prole de sucessivos pratos, ele é servido no começo de cada refeição e tem como uma de suas principais funções estender o tempo de permanência dos comensais ao redor da "tavola" reforçando, assim, os laços sociais e afetivos entre familiares e amigos. Boa comida, bom vinho, boa conversa , boa gente e tempo de sobra para se jogar fora ... a vida pode ser bela, não é mesmo ?

torre de antepasto
(para 4 pessoas)

Um antepasto tradicional consiste na combinação de vários componentes que são servidos em pequenos pratos espalhados aleatoriamente pela mesa. Pode incluir carnes curadas, vegetais marinados, azeitonas, queijos, anchovas frescas, pães, grisinis e torradinhas. A versão abaixo, além de focar-se nos ingredientes vegetarianos, propõe uma roupagem moderna, concentrada e vibrantemente colorida. Buon appetito. 


4 rodelas de beringela de 7mm espessura
4 rodelas de abobrinha amarela (7mm)
4 rodelas de abobrinha verde (7mm)
4 rodelas de muzzarella de búfala (7 mm)
1 pimentão vermelho
4 cogumelos paris ou castanho, grandes
1 cebola fatiada
6 dentes de alho, esmagados
2 ramos de tomilho
de 1 a 2 colheres de sopa de óleo de oliva
de 2 a 3 colheres de chá de vinagre balsâmico
sal
pimenta do reino preta moida

para o creme de beringela e anchovas
1 beringela média
0,5 cebola picada
3 dentes de alho, picados
óleo de oliva
acetato balsâmico
pimenta do reino preta moida
30 g de pasta di acciughe (anchovas)

para o vinagrete

3 colheres de chá de mostarda dijon
de 2 a 3 colheres de chá de pasta di acciughe (anchovas) , ou 3 filés de anchovas, lavados e picados 3 colheres de sopa de vinagre balsâmico
9 colheres de sopa de óleo de oliva
sal e pimenta do reino a gosto
1 dente grande de alho picado finamente

PREPARO

1. Coloque em um recipiente as rodelas de beringela e abobrinhas, os cogumelos, a cebola, os dentes de alho e os ramos de tomilho. Acrescente o óleo de oliva o suficiente para cobrir levemente os legumes. Coloque algumas gotas de balsâmico e misture bem. Cubra e leve à geladeira deixando marinar por umas 8 horas.

2. Coloque o pimentão sobre o bico do fogão a gás e deixe-o queimar de todos os lados. Quando estiver completamente carbonizado, desligue e coloque-o em um recipiente pequeno. Cubra e deixe parado por uns 15 minutos. Leve-o sobre a torneira de àgua corrente e remova a pele. Abra e retire a semente. Seque com um papel toalha. Corte-o longitudinalmente em 4 partes. Reserve.

3. Disponha as rodelas dos vegetais marinados sobre uma forma untada com óleo de oliva. Sobre elas distribua a cebola, o alho e o tomilho. Leve ao forno a 190 graus por uns 10 mintuos, ou o tempo suficiente para assarem. Repita o mesmo procedimento com os cogumelos. Reserve.

para o vinagrete

1. Coloque numa bacia a mostarda, a pasta de anchovas e o vinagre. Misture bem. Com o auxílio de um fuè, vá incorporando o óleo de oliva em um fio , mexendo vagarosamente em movimentos circulares.
2. Acrescente o alho picado, o sal e a pimenta preta e reserve.

para o creme de beringela

1. Perfure a beringela com o garfo pela extensão de sua superfície. Embrulhe-a levemente em papel filme e leve ao microondas na potência máxima por uns 3 minutos, ou até ela ficar murcha.
Retire e deixe esfriar. Corte ao meio e retire a polpa. Descarte a casca.

2. Enquanto isso, frite o alho e a cebola em numa frigideira antiaderente e com óleo de oliva até ficar transparente e perfumado. Acrescente a polpa da beringela e frite por mias uns 3 minutos, sempre mexendo. Desligue e deixe esfriar.

3 Processe no multiprocessador até ficar um creme. Acrescente a pasta de anchovas, sal, pimenta do reino e as gotas de balsâmico. Reserve.

ao servir

1. Apare os cogumelos de forma a obter rodelas de aproximadamente 7mm de espessura. Tempere os vegetais assados com um pouco do vinagrete, sal e pimenta , incluindo o pimentão.

2. Em cada um dos 4 pratos, vá empilhando uma rodela de cada legume ( incluindo a muzzarela de búfala) intercalando cada camada com uma colher de chá de creme de beringela.

3. Por último, coloque um pouco do creme de beringela sobre cada uma das 4 partes do pimentão. Enrole e arranje cada pimentão sobre a torre de legumes. Distribua o restante do vinagrete ao redor das torres e sirva-as acompanhadas de torradinhas. Corra e vá impressionar os seus convidados. Bom apetite.

****

* panna cotta de iogurte e cardamomo, compota de damascos, licor de café


















fotos: llunkes


Apesar de a panna cotta ser considerada uma criação genuina do piemonte, especula-se que tenha sido, na verdade, inventada por uma senhora húngara que vivia na região pelos primórdios do século XX. O fato é que, desde que viu a luz do dia, essa sobremesa tornou-se (juntamente com o tiramisu) uma das favoritas do repertório italiano. Um dos motivos desse sucesso todo está na sua "mordida" incrivelmente macia e sedosa, que faz com que uma colherada dela derreta instantânea e voluptuosamente na sua boca. Ou, pelo menos, deveria ser assim. Acontece que a vida real aí fora tem sido um pouco "dura" com a maioria das panna cottas que tenho provado: as pobrezinhas são submetidas a doses tão absurdas de gelatina que se hipertrofiam em algo hipoteticamente identificável como um "pudinzinho de academia" - baixinho, bombadinho, esturricado e todo travado. É melhor nem morder. Deixe-o quieto! Uma panna cotta bacana mesmo, onde o elemento de sustentação utilizado é a gelatina ao invés de claras de ovo, não deveria jamais ser servida fora da sua forma. Para que se mantenha em pé sozinha, é necessário uma injeção de gelatina bem maior do que a desejada. E aí, já viu ... é dureza, mesmo! A idéia de substituir o tradicional creme de leite pelo iogurte é outra sacada que colou: a leveza e acidez típicas do iogurte tornam o “creme cozido” (panna cotta) uma opção mais saudável, deliciosa e muito refrescante . Espero que você goste. Jó étvágyat! (bom apetite) - diria a senhora húngara .

panna cotta de iogurte e cardamomo, compota de damascos, licor de café

O aroma floral e perfumado do cardamomo combina de uma maneira extraordinária com os tons levemente ácidos e torrados do café. Os árabes descobriram isso há muito tempo e, desde então, passaram a sorver seus cafés infusos com a presença dessa formidável especiaria pertencente à família do gengibre. A sobremesa aí abaixo apostou nessa fórmula e se deu super bem. E o bacana é que dá até para dispensar o cafezinho ... ou devorar a panna cotta juntamente com ele. Afinal, estamos falando de café, não é mesmo?


para 6 pessoas












650 ml iogurte integral
150 ml de creme de leite fresto
2 colheres de sopa de água fria
1,25 colheres de chá de gelatina em pó sem sabor
1 colher de chá de essência de baunilha
6 cardamomos, somente as sementes internas , trituradas
120 ml de açúcar
12 colheres de chá de licor de café
Compota de damascos ( receita abaixo)
6 colheres de chá de pistaches triturados

Preparo

1. Misture a água e a gelatina e deixe parado por 15 minutos.
2. Junte o yogurte e a baunilha em um recipiente.
3. Leve uma panela ao fogo. Espere aquecer e acrescente os cardamomos triturados e torre-os rapidamente por uns 30 segundos. Não deixe queimar. Acrescente o creme de leite e o açúcar e deixe levantar fervura. Baixe o fogo e cozinhe por 5 minutos. Desligue.
4. Coloque a gelatina amolecida no creme de leite e misture bem. Tampe a panela e deixe parado por 15 minutos.
5. Misture o creme ao yogurte e mexa bem.
6. Coloque em taças e leve à geladeira por, no mínimo, 6 horas.


Ao servir
Retire as taças da geladeira. Coloque uma colher de compota de damasco sobre a pannacotta e, sobre essa, duas colheres de chá de licor de café. Pulverize com os pistaches picados e sirva. Bom proveito!

compota de damascos

500g de damascos, picados
2 colheres de sopa de açúcar
1 cravo da índia
1 colher de chá de raspas de laranja
250 ml de suco de laranjas, fresco
250 ml de água

1. Coloque todos os ingredientes numa panela e deixe levantar fervura.
2. Baixe o fogo de cozinhe por uns 20 minutos ou até os damascos ficarem inchados e macios. Vá acrescentando mais água ou suco de laranja se for necessário. Desligue, ceixe esfriar e leve à geladeira até a hora de servir.


***

* rolatini de melanzane





















fotos: llunkes
Toda a vez que uma receita lhe pedir por ricota fresca, esqueça aquele tijolão insípido e ressecado do supermercado. Aquela rodinha de carreta à la Flinststone pode até ser boa se consumida in natura, ralada sob uma salada ou coisa parecida e ponto final. Mas capriche no vinagrete. Agora, se o papo for cozinhar uma torta de ricota, por exemplo, e a única coisa disponível for essa daí – poxa, que encrenca. Vou ter que lhe dar mais um conselho, então: deixe o italiano de lado e corra para agarrar o alemão. O quark será um parceiro "sehr, sehr gut" na sua cozinha !








rolatini de melanzane

Enquanto que a maioria dos queijos são manufaturados a partir de renina, uma enzima retirada do estômago dos bezerros abatidos, o quark é produzido pela adição de uma cultura ao leite de vaca, como no caso do iogurte. Extensamente utilizado na Alemanha e na Áustria, esse queijo magro de textura cremosa, aroma fresco e sutilmente ácido confere ao rolatini abaixo, leveza e sabor arrebatadores. Auf Wiedersehen para o ricota. Bis später!







para 4 pessoas

700 g de queijo quark
1 cebola pequena, em cubos
5 fatias de prosciutto de parma ou copa colonial, em tiras finas
50 g granna padanno ralado
1/2 chicoria pequena, cortada em tiras finas
1 xícara de nozes ou pinolis, levemente torrados e, no caso das nozes, picadas
pimenta preta moida
2 gemas de ovos
1 xícara de farinha de rosca
salsinha picada
2 beringelas grandes, cortadas em fatias longitudinais de 5 mm
óleo de oliva extra-virgem

PARA O MOLHO

8 tomares italianos maduros, sem pele e sem sementes e cortado em cubos pequenos
8 dentes de alho, laminados
calabresa
1 ramoinho de manjericão
1 raminho de tomilho
4 fatias grossas de um pão italiano, torradas

PREPARO


Faça o molho
1. Em uma panela de fundo grosso: leve o alho, a calabresa e o óleo de oliva ao fogo e cozinhe até ficar transparente e cheiroso. ( Atenção: comece a cozinhar o alho com o óleo frio. O resultado será infinitamente superior. )
2. Coloque os tomates, sal e o raminho de tomilho. Baixe o fogo ao mínimo possível e tampe a panela. Cozinhe até os tomates ficarem macios e suculentos. Coloque o ramo de manjericão e tampe novamente e desligue o fogo. Reserve.

Faça os rolatinis

1. Coloque o quark em uma peneira e deixe-o parado por uma hora para retirar o excesso de soro. Descarte o soro.
2. Em um frigideira antiaderente e com pouco óleo: frite as fatias de beringela até dourarem dos dois lados. Salgue-as levemente e reserve.
3. Na mesma frigideira: cozinhe a cebola em óleo de oliva até ficar trasnparente. Salgue levemente e reserve.
4. Ainda na mesma frigideira: passe a chicória muito rapidamente no óleo de oliva em fogo médio até murchar. Deixe-a al dente. Salgue e reserve.
5. Em um recipiente: junte o quark drenado, o quejo ralado, a cebola, a chicória, o presunto, a pimenta preta, os pinólis e as gemas e isture bem.
6. Acrescente a farinha de rosca aos poucos até atingir uma textura firme. Se faltar farinha de rosca, coloque mais. Se sobrar ...ora, sobrou !! Procure evitar deixar a massa muito seca e ou úmida demais. Use o seu julgamento.
7. Em uma tabua de legumes: disponha as fatia de beringela ums ao lado da outra. Numa das pontas de cada fatia coloque um montinho da massa do quark. Enrole essa massa na beringela frimememente.
8. Em uma frigideira: coloque parte do molho ao fundo de modo a cobrir toda a superfície. Arranje os rolatinis sobre o molho e coloque um pouco do molho restante sobre os ralatinis.

Ao servir

1. Leve os rolatinis ao forno à 200 graus e asse até o molho borbulhar. Retire e sirva na companhia de um bom pão italiano torrado. Uma excelente entrada ou prato principal. Guten Appetit!

***

* Às favas com o fettuccine !!














fotos: llunkes

Com mais de 5.000 anos de kilometragem rodada pelas mesas do velho mundo, a fava é ainda muito pouco conhecida pelas bandas de cá. É uma pena. Não temos a noção do que estamos perdendo. De textura amanteigada e sabor suavemente amargo e amendoado, a chegada desse delicioso feijão-cor-de-esmeralda ao final de cada inverno anuncia que o longo ciclo do frio finalmente cedeu. A primavera retorna, então, para exibir-se renovada e repleta de novas possibilidades.


fetuccine com favas frescas, escarola e prosciutto de parma

Vai às favas? Leva o fettuccine junto ! E a escarola, o alho, o vinho, o prosciutto, a manteiga, o parmesão... A saborosíssima combinação desses ingredientes faz dessa pasta uma verdadeira indulgência primaveril. Não sei porque, mas tenho a impressão que você vai comê-la de joelhos.
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(Para 4 pessoas)


350 g de fettuccine de gran duro
1 kg de favas na vagem ou 300 g de favas congeladas ( rende 190g sem a casca) (*)
½ cabeça de escarola ou chicória, lavadas, drenadas e cortadas em tiras
4 colheres de sopa de óleo de oliva extra-virgem
de 2 a 3 dentes de alho picados
8 fatias finas de prosciutto de parma ou serrano, cortado em tiras finas
200 ml de vinho branco seco
2 colheres de sopa de um bom queijo ralado
Sal e pimenta preta a gosto
2 colheres de sopa de manteiga
salsinha picada

preparo
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1. Coloque a massa na água fervente com sal.
2. Enquanto isso, aqueça o óleo numa frigideira e frite o alho até ficar transparente e perfumado.
3. Adicione a escarola e deixe cozinhar por uns 30 segundos. Acrescente o vinho e deixe-o reduzir pela metade.
4. Coloque as favas, a manteiga e o prosciutto. Mexa e desligue.
5. Tempere com sal e pimenta.
6. Escorra a massa e reserve um pouco da água do seu cozimento.
7. Acrescente a massa escorrida na fridigeira das favas e misture bem. Inclua um pouco da água do cozimento se estiver muito seca.
8. Polvilhe com o queijo ralado e a salsinha. Abra um bom vinho e ... vá deixar o seu estômago feliz!

***

(*) Não encontrou favas ? Ervilhas são ótimas vices.

sabor de primavera: aspargos


















fotos: llunkes


"Purê-Pesto" de Aspargos
com filé de peixe

Um dia, folheando o The New York Times, dei de cara com essa receita super simples mas para-lá-de-genial na sua essência: sai de cena o perfumado manjerição e - para compensar a quase irreparável perda deste - sobem ao palco os incríveis aspargos. E chegam com tudo para arrebentar!! E o que temos aí, gente, é uma exceleeeeeeeeeente releitura do já manjado pesto. Bravo, bravo! Nem os italianos teriam tamanha ousadia. Chega logo, primavera!

(para 4 pessoas)

Para o purê-pesto

500 g de aspargos verdes
1 dente de alho, picado
4 colheres de sopa de pinólis torrado ou amendoas torradas e trituradas
4 colheres de sopa de óleo de oliva extra-virgem
de 6 a 8 colheres de sopa de um bom parmesão ralado
Pimenta do reino moida na hora a gosto
Gotas de limão

Para o peixe

4 filés de um peixe branco de sua escolha
Sal e pimenta do reino a gosto

PREPARO

1. Corte os aspargos uns 4 cm da base (a parte branca do caule é fibrosa e deve ser descartada).

2. Ferva-os em água bastante salgada até ficarem al dente. Escorra e mergulhe-os em água gelada imediatamente. Drene e corte-os em bastões de 3 cm.

3. Em um processador de alimentos, coloque os asparagos, o alho e o pinólis. Triture até ficar um purê cremoso.

4. Coloque em um recipiente e acrescente o óleo de oliva, o parmesão e o suco de limão. Misture bem. Tempere com sal e pimenta e reserve.

Faça o peixe

5. Ligue o forno à 210 graus.
6. Tempere os filés com sal e pimenta. Frite o peixe até dourar de cada lado. Leve ao forno e finalize o seu cozimento.

Ao servir

1 . Distribua o pesto em 4 pratos. Sobre eles arranje os filés. Derrame um fio de óleo de oliva ao redor do pesto e sirva imediatamente. Maravilha!

Dicas para ornamentar os pratos

Reserve alguns pinólis para ornamentar os pratos. Você pode ainda separar as pontas dos aspargos cozidos, cortá-las em 4 longitudinalmente e fazer 4 pequenos buquês . Tempere-os com sal, pimenta , óleo de oliva e um bom vinagre e sirva-os sobre os filés de peixe. Simples, refrescante e muito bacana!

* finger food : crepes recheados com pêras, nozes e roquefort














fotos: llunkes

A combinação de pêras com nozes e alguns queijos fortes como o gorgonzola, o blue ou o roquefort tornou-se um clássico da gastronomia e uma das maneiras mais deliciosas e elegantes de apresentar essa fruta à mesa. Ao provar, você verá que a alquimia entre esses ingredientes realmente funciona. A pequena guloseima aí abaixo, apresentada na forma de um finger food, é uma releitura divertida e descomplicada de executar. Será, certamente, uma de suas receitas favoritas quando o assunto for "finger food" . Well, mãos à obra, então ...

Mini-Crepes de Pêra, Roquefort e Nozes

(Rende aproximadamente 24 mini-unidades)

2 pêras maduras mas firmes (em torno de 300 g)
2 colheres de manteiga
Suco de um limão siciliano
2 colheres de sopa de açúcar ou mais, se necessário
2 colheres de sopa de licor de pêra poir william (opcional)
Pitada de sal
Pimenta do reino a gosto
½ xícara de nozes
150 g de queijo roquefort, esmigalhado
24 ciboulettes fervidos em água por 15 segundos e imediatamente resfriados em água gelada

Para os crepes

2ovos
1 xícara de leite integral
2 colheres de manteiga derretida e esfriada
1 xpicara de farinha de trigo peneirada
Sal
Pitada açúcar
Pimenta do reino a gosto
Manteiga ou óleo vegetal para fritar os crepes


Equipamento especial: frigideira antiaderente de fundo medindo 20 cm de diâmetro, cortador de cookies de 6 cm de diâmetro

PREPARO

Faça a massa do crepe

1. Bata tudo on liquidificador até ficar homogêneo. Deixe descansar por uma hora.

Faça a compota de pêra e roquefort

1. Torre as nozes por mais ou menos uns 8 minutos no forno a 190 graus até ficarem crocantes e cheirosas. Deixe esfriar e triture.
2. Descasque as pêras e retire o miolo com as sementes. Corte as frutas em cubos bem pequenos e misture o suco do limão.
3. Numa frigideira em fogo médio, derreta manteiga. Acrescente as pêras e o açúcar e cozinhe até ficarem macias e sem excesso de líquido. Coloque um pouco de água se necessário.
4. Perto do final do cozimento acrescente o licor (se usar) e deixe evaporar. Desligue. Acrescente a pitada de sal e a pimenta do reino. Deixe esfriar.
5. Misture as nozes picadas e o roquefort. Reserve.

Cozinhe os crepes

1. Em uma frigideira antiaderente e quente, coloque um pouco de manteiga e espalhe por toda a superfície. Derrame um pouco da massa do crepe de forma a cobrir com uma camada fina todo o fundo da frigideira. Deixe dourar de um lado e vire para dourar o outro lado. Reserve e repita toda a operação até finalizar com a massa. Deve render aproximadamente uns 6 crepes.
2. Com o cortador de cookies, corte 6 circunferências de cada crepe.

Recheie os crepes

1. Espalhe os mini crepes sobre uma superfície limpa. Distribua compota de pêras sobre cada mini-crepe.
2. Amarre cada crepe com uma cibolette.
3. Ao servir: leve ao forno pré-aquecido por uns 5 minutos e sirva. Vai fazer sucesso!

***

* ravioli de ervilhas e mascarpone, com brodeto de limão


















fotos: llunkes
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Há inúmeras ocasiões em que você não deveria comer ervilhas frescas: quando não estão frescas seria uma delas, por exemplo. Logo após serem removidas de suas plantas-matter durante a colheita nos meses de verão, essas petit pepitas dão inicio a uma curta e rápida jornada de conversão de seus irresistíveis açúcares em desinteressantes amidos, deixando para trás toda a juventude e frescor de seu sabor e delicada textura. O que fica para o seu prato, então, é uma leguminosa afarinhada, pesada na mordida e de gosto “blazê”. Na dúvida, dê sempre preferência àquelas congeladas no balcão frigorífico do super-mercado, pois serão, provavelmente, bem superiores em qualidade.

Ravióli de Ervilhas e Mascarpone em Brodeto Aromático de Limão
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Tudo bem, eu admito - a receita pode até ser trabalhosa - um pouquinho só. Mas, em contrapartida, pode-se optar por alguns atalhos na elaboração desse ravioli delicioso e diminuir consideravelmente o tempo de ralação na 'coz'. Por exemplo: ao invés de fazer a massa, você poderia comprar folhas frescas de lasanha e utilizá-las para tal fim. Isso reduziria o volume do trabalho pela metade. Ou melhor ainda : faça o recheio e leve-o para uma casa de massas que você confia e peça para preencherem os raviólis. Farão isso com a maior boa vontade, tenho certeza. Digo isso por experiência própria. Vam’bora? Mãos na massa !

Para a massa básica do ravioli

(rende ½ kilo)

3½ xícaras de farinha de trigo
4 ovos grandes
½ colher de chá de óleo de oliva

1. Em uma bacia grande coloque a farinha e faça um poço no centro do monte. Coloque os ovos e o óleo de oliva no centro da cavidade.
2. Com o auxílio de um garfo, misture os ovos e o óleo e aos poucos comece a incorporar a farinha aos ovos usado sempre a farinha que está mais próxima às bordas da cavidade.
3. Quando você já tiver incorporado mais ou menos a metade da farinha aos ovos, a massa começará a se formar. Comece a sovar a massa com a palma de sua mão.
4. Ao atingir uma massa coesa, remova-a da bacia e retire o excesso de farinha que por ventura estiver grudada.
5. Polvilhe com farinha uma superficie de uma mesa ou balcao de granito e sove a massa por uns 6 minutos até esse ficar elástica e levemente grudenta.
6. Enrole a bola de massa em um filme e deixe descansar à temperatura ambiente por uns 30 minutos antes de enrolá-la e proceder com os raviolis.


Para o recheio dos raviolis
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(Rende mais ou menos 30 raviolis)

1 kg de ervilha congelada ( rende 450 g de purê)
40 g de manteiga derretida
Suco de ½ limão siciliano
Meia cebola branca grande, cortada em cubos pequenos
250 g de creme de ricota
Sal marinho
Pimenta do reino branca
80 g de queijo pecorino ralado

1. Descogele a ervilha e passe-as ligeiramente no processador até formar um purê grosseiro.
2. Com o aulílio de uma espátula de borracha, passe as ervilhas por uma peneira bem fina, retendo as cascas na malha da peneira e deixando passar somente a polpa. Reserve a polpa.
3. Salteie a cebola levemente em óleo de oliva até ficar translúcida. Deixe esfriar.
4. Misture a polpa da ervilha, a cebola, o suco de limão, a manteiga, a ricota, o pecorino, o sal e a pimenta até formar uma pasta homogênea.


Recheando os raviolis

1. Divida e massa em duas partes e abra ambas as partes com o auxílio do rolo de massa ou da pasta machine. Você obterá 2 folhas de massa.
2. Coloque a primeira folha numa superfície pulverizada com farinha de trigo.
3. Arranje uma colher de sopa do recheio a cada 7cm de distância um do outro.
4. Arranje a outra folha de massa sobre essa cuidadosamente. Pressione com os dedos a folha superior contra a que está abaixo pela superficie ao redor do recheio.
5. Corte os raviolis usando um cortador . Pressione bem as bordas de cada ravioli.
6. A partir desse momento você levá-los ao congelador dispondo-os separadamente até congelarem. Transfira-os para um saco plástico e armazene-os por até 10 dias.


Para o brodeto de limão com os raviolis
( Para 4 pessoas )

1 litro de um bom fundo de frango, ou caldo de galinha
Suco de ½ limão siciliano
1 colher de chá de raspas de limão siciliano, fresco
1 dente de alho esmagado
1 ramo de mangericão
Sal marinho
Folhas de broto de ervilha, ou broto de cebola ou salsinha picada
24 ervilhas frescas e cozidas
16 raviolis de ervilha

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* cioppino de vieiras, camarões, lulas e mexilhões


















fotos: llunkes

Com um inverno frio e úmido como esse que está aí fora, imagino que você esteja pronto para aninhar-se no aconchego de sua casa, rodear-se de bons filmes e livros, abrir uma boa garrafa de vinho e degustar uma comidinha bem quentinha para espantar as desconfortáveis temperaturas baixas. Hmmm, é bem provável que eu tenha o prato ideal para o seu retiro ...


Derivado da palavra ciuppin do dialeto da Lingúria, o Cioppino é um saborosíssimo ensopado de frutos do mar originário das pítorescas vilas de pescadores italianos e portugueses localizadas na região da bahia de São Francisco, na Califórnia. Comparado ao provençal Bouillabaisse ou ao catalão Suquet de Peix , o cioppino é uma deliciosa combinação de 3 ingredientes onde o produto final supera a soma de suas partes : um bom fumet de peixe, um aromático molho de tomates e ervas e um generoso punhado de frutos do mar capturados para a panela no pique do seu frescor. Imperdível. Xô prá lá, frio!!


cioppino de vieiras, camarões, lulas e mexilhões

Bastante versátil, o cioppino pode ser apreciado com o acompanhamento de um pão italiano mergulhado no seu inesquecível caldo ou ainda devorado como um saboroso molho de "frutti di mare" vestindo um polpudo prato de espaguete ... it is your call ! Anything goes! Só seria um " peccato" se você esquecesse o vinho! Buon apettito !

(Para 4 a 6 pessoas)

Para o molho básico de tomates

2 tbsp óleo de oliva
1/2 cebola picada
3 dentes de alho, picados
2 tbsp tomilho fresco
1\4 cenoura grande ralada
800 g tomates pelados em lata, com o suco

Para o caldo do cioppino

1\2 cup de cebola
6 dentes de alho, picados
1\2 cup de bulbo de funcho picado
1\2 xícara de pimentão amarelo picado
1\2 cup de aipo picado
1\2 xícara de talo de salsinha picado
1 colher de chá de semente de endro
1 colher de chá de pimenta calabresa ( ou menos )
1 colher de chá de páprica doce
1 colher de chá de orégano seco
folha de louro
pitada de acafrão
raminho de mangerona
de 15 g de anchovas ( de 6 a 8 peças ), drenadas , lavadas e picadas finamente
3/4 de xícara de vinho branco seco ou vermuth
1 xícaras de molho de tomate básico
1 xícaras de fundo de peixe, ou chix mais molho de peixe ou mais se necessario para ajustar
1 colher de sopa de molho worchester

Para as carnes (*)

320 g de peixe branco, cortado em cubos de 2,5 cm quadrados
20 camarões grandes, limpos
20 mexilhões
16 vieiras pequenas
2 lulas medias cortadas em anéis
80 g de linguicinha defumada, cortada em rodelas

Para finalizar o prato

folhas de manjericao rasgadas
salsinha picada
3 colheres de sopa de licor de anis ( opcional)
Gotas de limão

PREPARO

1. Frite a linguicinha até dourar ligeiramente. Acrescente o alho e deixe ficar fragrante. Inclua a cebola, o funcho, o manjericão, o aipo, a pimenta calabresa, o acafrão, o pimentão, as sementes de endro, o talo de salsinha, a páprica doce, as anchovas e o louro. Cozinhe por mais uns 5-6 minutos.

2. Adicione o vinho e ferva até o líquido evaporar quase todo.

3. Coloque o molho básico de tomate, o fundo de peixe, a mangerona e o orégano. Levante fervura, baixe o fogo e cozinhe por mais uns 15 minutos.

4. Adicione os peixes e deixe no fogo por mais 5 minutos.

5. Coloque o manjericão, o suco de limão e o licor de anis. Polvilhe com a salsinha picada e sirva quente com pão ciabatta e um bom vinho tinto. Bom proveito !

(*) O cioppino é preparado com os frutos do mar que são apanhados no dia do seu preparo não tendo , portanto, uma receita rígida sobre quais as carnes que devem ser usadas. Como via de regra, use os pescados mais frescos que você tiver à sua disposição e divirta-se !

* ravioli de moranga e queijo de cabra
















foto: llunkes


Sempre imaginei que a moranga casaria bem com o queijo de cabra. Só restava apresentá-los um ao outro e conferir. Pois não deu outra. Eles são praticamente almas gêmeas, para a minha felicidade de padrinho. Confira você mesmo!!



ravióli de moranga, queijo de cabra e essências

O embrulho é sempre um detalhe, é verdade. Importante, porém um mero detalhe. Todos concordam que o que está realmente em jogo é o que encontramos dentro do pacote, não é mesmo? Pois o recheio desse ravioli é o que verdadeiramente conta. Um presentaço ! Mas se o “papel” lhe custar mais caro que o conteúdo, encontre um outro modo de empacotá-lo, ora bolas. Se fechar os raviólis é algo que o seu tempo e disposição o impedem de fazê-lo, não se aperte : faça então uma lasanha super bacana. É bem mais fácil e igualmente deliciosa. O negócio é ter jogo de cintura. Divirta-se e bom apetite. Depois me conte.

Para o recheio (rende uns 30 raviolis grandes)

300 g de purê moranga
200 g de queijo de cabra ( boursin ou massa àcida , bem mole) (*)
60 g de queijo pecorino ou grana padano
algumas gotas de limão
sal marinho
pimenta caiena a gosto ( cuidado: é forte! )
noz moscada ralada na hora, a gosto
4 colheres de sopa de manteiga mole
½ colher de chá de essência de baunilha
1/4 colher de chá de essência de amêndoas

1. Em um recipiente misture a moranga, a manteiga e os queijos.
2. Tempere com o sal, a pimenta, a noz moscada. Adicione as gotas de limão e as essências.
3. Leve à geladeira por 1 hora, antes de rechear os raviolis.
(*) se preferir, use ricota.


Para a massa básica do ravioli
(rende ½ kilo)

3½ xícaras de farinha de trigo
4 ovos grandes
½ colher de chá de óleo de oliva


1. Em uma bacia grande coloque a farinha e faça um poço no centro do monte. Coloque os ovos e o óleo de oliva no centro da cavidade.
2. Com o auxílio de um garfo, misture os ovos e o óleo e aos poucos comece a incorporar a farinha aos ovos usado sempre a farinha que está mais próxima às bordas da cavidade.
3. Quando você já tiver incorporado mais ou menos a metade da farinha aos ovos, a massa começará a se formar. Comece a sovar a massa com a palma de sua mão.
4. Ao atingir uma massa coesa, remova-a da bacia e retire o excesso de farinha que por ventura estiver grudada.
5. Polvilhe com farinha uma superficie de uma mesa ou balcao de granito e sove a massa por uns 6 minutos até esse ficar elástica e levemente grudenta.
6. Enrole a bola de massa em um filme e deixe descansar à temperatura ambiente por uns 30 minutos antes de enrolá-la e proceder com os raviolis.

Preenchendo os raviólis

1. Corte a bola da massa em duas partes. Reserve uma. Com o auxílio do rolo de massa, abra a primeira metade de modo a obter uma folha de usn 2mm de massa.
2. Com o auxílio de uma colher de chá, faça pequenos montes do recheio de abóbora sobre a folha da massa à uma distância de uns 5 ou 6 cm um dos outros de forma a cobri toda a superfìcie da massa. Com um pincel de confeiteiro previamente molhado na àgua, pincele as bordas de cada montinho de moranga.
3. Abra a outra metade da massa com o rolo de maneira a obter a mesma figura da primeira. Cuidadosamente, coloque essa nova folha por sobre a primeira , cuidando para não desfazer os montes do recheio e definir bem as bordas de cada ravioli. Pressione com os dedos para as duas lãminas de massa grudar um outra e corte os raviolis com um cortador de cookies.
4. Reserve até a hora de cozê-los. Sirva de 3 a 4 raviólis por pessoa. Congele o restante que sobrar para uma outra ocasião.

Para o molho (serve 4 pessoas)

1/2 xícara de fundo de frango
1/4 xícara de vinho seco branco
1/2 limão siciliano
2 colheres de cebola picada finamente
1 dente de alho , esmagado
4 colhers de sopa de manteiga, gelada e cortada em cubos pequenos
2 colheres de sopa de queijo pecorino ou granna padano para polvilhar

1. Cozinhe os raviolis em bastante água com sal. Calcule em torno de 3 a 4 por pessoa.
2. Enquanto os ravioli estão no fogo: Numa panela pequena ferva o fundo, o vinho, a cebola e o alho até reduzir para mais da metade. Coe .
3. Retorne com o líquido ao fogo e, com o auxílio de um fuê, acrescente os cubos de manteiga aos poucos, sempre mexendo até a manteiga toda encorporar. Desligue e tempere com sal, pimenta do reino e algumas gotas de limão.
4. Escorra os raviólis e misture no molho. Polvilhe com o queijo ralado. Bom apetite!

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* comidinha: risoto de alho porró, farofa de bacon, ovo mole e azeite trufado













foto: llunkes




Final de tarde de um domingo. Você está em casa esticado em frente à tv na maior preguiça doméstica. Um legítimo couch-potato. O tempo lá fora está uma nhaca. O estômago começou a ronronar. Descolar uma comidinha quentinha para acompanhar um filme antes de você dar o dia por encerrado e recolher -se ao berço não seria uma idéia fora de contexto . Muito pelo contrário ...


Risotinho de Alho Porró, Farofinha de Bacon, Óleo Trufado e Ovos Moles

O grande barato dessa comidinha aí fica por conta do sedutor aroma do óleo trufado(*) em parceria com a cremosidade imbatível da gema do ovo. Juntos, eles imprimem um "veludo" arrebatador ao risoto . Um verdadeiro toque de midas.

Para 4 pessoas ( porções pequenas )

2 colheres de sopa de manteiga ou óleo de oliva
1 alho porró grande, parte branca
1 xícara de arroz carnaroli ou arbório
1 colher de sopa de cebola seca em flocos (opcional)
1/3 xícara de vinho branco seco
1,5 litros de fundo de frango ou caldo de galinha
Sal marinho e pimenta preta a gosto
2 colheres de sopa de farofa de bacon ( receita segue)
Punhado pequeno de salsinha picada
4 ovos coloniais, à temperatura ambiente
4 colheres de sopa de parmesão ralado
1 colher de chá rasa de óleo trufado ( dispensável, mas recomendado)

PROCEDIMENTO

1. Aqueça o fundo de frango numa panela e mantenha-o aquecido com bico do fogão regulado no nível mínimo.
2. Corte o alho porró ao meio longitudinalmente e lave debaixo da água fria corrente. Retire o excesso de água e corte-o em fatias bem finas.
3. Numa panela de fundo grosso, aqueça o óleo ou manteiga e coloque o alho porró e deixe cozinhar devagar até ficar translúcido . Procure deixá-lo com a cor branca e evitando dourar.
4. Inclua o arroz e a cebola em flocos, misture bem e deixe por uns dois minutos, até o arroz aquecer bem.
5. Coloque o vinho e deixe cozinhar até o líquido evaporar-se quase todo.
6. Coloque uma concha de caldo quente e mexa constantemente até o caldo ser quase todo absorvido pelo arroz e desaparecer. Acrescente outra concha de líquido e repita o processo sempre mexendo. Esse processo de ir adicionando uma concha após a outra levará em torno de 20 minutos até o ponto que o arroz estiver macio mas ainda al dente. Portanto vã provando e colocando mais fundo se for necessario até atingir esse estágio.
7. Assim que o arroz estiver no ponto, desligue. Acrecente a farofinha de bacon, o sal, a pimenta do reino, o parmesão e a cebolinha picada. Deixe parado por uns 5 minutos antes de servir.
8. Enquanto isso, tenha uma panela pequena com água salgada fervente ao fogo. Coloque os ovos cuidadosamente e deixe-os ferver por exatos 5 minutos. Retire-os imediatamente e coloque-os em água fria.
9. Sirva o risoto em cumbuquinhas. Distribua o óleo de trufas igualmente em cada uma delas. Descasque os ovos ainda mornos. Coloque –os sobre o arroz e povilhe com um pouco mais de parmesão, farofinha de bacon e salsinha. Sirva imediatamente e ... tenha um ótimo final de domingo!

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(*) O mundo gastronômico descobriu perplexo nos últimos anos que o óleo trufado não passa de uma essência manipulada. Todos acreditavam ( inclusive os grandes chefes pelo planetinha afora ) que a iguaria deincomparáveis aroma e sabor era composta de verdadeiras migalhas de trufas infusas em óleo de oliva. Foi uma decepção, mesmo. A partir de então, muitos chefes torceram o nariz e deixaram de usá-lo. Outros, por sua vez, tocaram com a vida normalmente e continuam a valer-se de seu incrível poder sedutor. O pior é que é bom mesmo. Vale a pena a experiência!

* torta de nozes e pêra, molho de caramelo








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fotos: llunkes
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E vocês acham que dá para errar com pêras, nozes, gengibre e caramelo ? Impossível !


Torta Rústica de Pêras e Nozes, Sorvete de Gengibre
e Molho de Caramelo


Estão aí duas propostas para servir essa sobremesa. Na primeira, você baixa a guarda e serve a torta totalmente desnuda, na sua forma mais relax e descontraida. Esqueça , então, o sorvete e o molho de caramelo e vá simplesmente cortando os pedaços e distribuindo aos presentes. Sem rodeios . No fuss at all ! A segunda versão, em contraponto, propõe um visual mais incrementado, apesar de tratar-se de uma torta rústica por definição . O sorvete de gengibre pode ser tranquilamente substituido por qualquer outro. Um sorbet de pêras , por exemplo, seria arrebatador ou até mesmo algo mais papai-e-mamãe, como um sorvete de creme já faria a alegria dos formigões de plantão. Afinal, doce é doce ... e formiga é formiga!

(para 4 pessoas)

170 g de manteiga sem sal, mole
1 xícara de açúcar
generosa pitada de sal
2 colheres de chá de essência de baunilha
2 ovos
1.5 xícaras de nozes torradas e moidas (farinha de nozes)
Suco de 1 limão siciliano
2 colheres de sopa de licor de pêra ou outro licor
De 6 a 8 colheres de sopa de farinha de trigo peneirada
5 pêras descascadas e cortadas em fatias finas ou cubos


Para o molho de caramelo ( rende aprox. 1,5 xícaras)

½ xícara de água
4 colheres de sopa de karo, opcional (*)
3/4 xícaras de açúcar
3/4 xícaras de creme de leite fresco
3 colheres de sopa de licor de pêras ou rum
Pitadinha de sal
Suco de 1 limão

Acompanhamento: algum tipo de sorvete (gengibre, pèra, creme ou outro de sua preferência)

Equipamento: forma de bolo de 25 cm de diâmetro, pincel de confeiteiro

PREPARO


Para o molho de caramelo
1. Em uma panela pequena de fundo claro, combine o açúcar, a água e o karo. Com um pincel de confeiteiro previamente mergulhado em um copo de água, pincele as laterais da panela de modo que os eventuais cristais de açúcar que aderiram à elas sejam lavados para baixo. Se por ventura algum desses cristais de açúcar não for retirado, o caramelo poderá “desandar” e cristalizar. Leve a panela ao fogo .


2. Cozinhe o açúcar até atingir uma cor âmbar escura, tendo o cuidado para não queimá-lo. Imediatamente, retire a panela do fogo e acrescente o creme de leite cuidadosamente ( atenção: o creme irá borbulhar intensamente. Muito cuidado! )Em seguida, inclua o licor.


3. Retorne com a panela ao fogo e cozinhe até o caramelo misturar-se homogeneamente com o creme de leite e ficar sedoso. Desligue.


4. Coloque a pitade de sal e parte do suco do limão. Prove. Se faltar mais suco, acrescente o restante. O molho de caramelo pode ser feito até com dois dias de antecenência. Guarde na geladeira. Sirva ele morno.

Para a torta de pêras

1. Aqueça o forno a 190 graus. Num recipiente, bata bem a manteiga, a essência de baunilha, a pitada de sal e o açúcar até ficar com uma coloração pálida.
2. Inclua os ovos e misture bem. Adicione a “farinha de nozes”.
3. Acrescente o suco do limão e o licor. Misture bem. Incorpore a farinha de trigo.
4. Coloque a massa na forma previamente untada. Arranges fatias de pêra dentro da massa. Leve ao forno e asse até ficar bem dourada. Retire do forno. Deixe esfriar e leve à geladeira até servir.

Na hora de servir

Corte a torta em fatias. Aqueça o molho de caramelo. Sirva com o sorvete de sua preferência.

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